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Ressucitando uma máquina velha usando XDMCP
Bom, este post aqui no blog foi motivado pela minha satisfação ao poder usar de maneira digna meu notebook velho (não que eu tenha um novo, é porque é antigo mesmo). Por maneira digna leia-se usar versões recentes de softwares com desempenho aceitável.
Estava eu precisando, precisando mesmo, de mais um computador aqui em casa, para que não houvessem disputas pelo único PC que estava sendo usado. A instalação de distribuições Linux alternativas, como Damn Small Linux ou de versões mais antigas de distribuições famosas até que foi divertida, porém, apesar de um desempenho que variava de aceitável, no caso do Ubuntu 5.04, até excelente, no caso do DSL, o problema maior era ter que utilizar versões antigas dos softwares. Além disso, surgiu um agravante, nesse meio tempo me vi obrigado a programar em Java. Aí que surgiu o problema, como rodar Java com suas IDEs de forma razoável no meu notebookzinho (que é um Intel Celeron Mobile 500 Mhz, com 128 MB de RAM)? Eis que surge a luz: XDMCP!
Não sou especialista no funcionamento desse software e também não é o intuito deste post explicar todo o funcionamento deste. Basta, a um usuário comum, saber que através do XDMCP é possível se conectar a um servidor gráfico remoto e utilizá-lo remotamente, ou seja, é feito um login remoto gráfico, assim, o processamento passa a ser realizado na máquina que estiver sendo usada como servidora.
O procedimento é muito simples. Inicialmente, é necessário que as máquinas estejam acessíveis uma a outra através de uma rede. Tendo isso, na máquina que se deseja que atue como servidora (a mais potente), deve-se executar o programa de configuração do GDM (nem sei como é com o kdm), gdmsetup, ir até a aba “Remoto” e habilitar o login remoto.
Depois disso, basta ir até a máquina cliente (a mais velhinha) e, com o GDM carregado na janela de login, nas ações escolher: “executar seletor XDMCP“. Tendo carregado este, basta inserir o IP da máquina servidora, caso já não esteja na lista, e iniciar uma sessão remota.
Bem por cima, é isso que se deve fazer, existem vários tutoriais que explicam o procedimento. Como o objetivo desse post foi de apenas mostrar que o XDMCP é uma ótima alternativa para aproveitar máquinas antigas, não vou explicar detalhadamente o processo de configuração.
Os resultados obtidos foram excelentes. Enquanto o computador mais potente está ocupado, eu utilizo o notebook antigo como “interface” para poder usá-lo também. Remotamente, consegui usar o GNOME 2.22, rodando Firefox 3.0, Pidgin 2.4, gnome-terminal e, pasmem, NetBeans 6.1.
Então, para quem tem uma redezinha em casa e tem um computador meio velhinho que queira usar, recomendo o uso do XDMCP. Mas é necessário cuidado, pois se a rede estiver mal-configurada, será um ponto a mais que poderá ser atacado por invasores.
Mais informações em: http://tldp.org/HOWTO/XDMCP-HOWTO/
PC fraco? Ubuntu velho nele!
Estava eu precisando instalar um sistema operacional em um computador com hardware não tão potente quanto às requisições mínimas exigidas pelas últimas versões do Ubuntu. Então, veio aquela dúvida: “O que devo instalar?”
Abri minhas gavetas e achei vários CDs do Ubuntu, de várias gerações. Desde o Hoary até o Gutsy… Acabei escolhendo por uma versão intermediária, o Ubuntu Breezy Badger (5.10). Instalei e rodou bem, mas eu precisava instalar vários pacotes para que o computador atendesse às minhas necessidadas. Aí que veio a dúvida: “Será que ainda tem repositórios disponíveis para versões antigas do Ubuntu?”
Dei uma procurada no Google por “old ubuntu releases” e achei o seguinte:
http://old-releases.ubuntu.com/releases/
Ou seja, tem repositórios disponíveis para todas as versões do Ubuntu, mesmo que estas não recebam atualizações.
Achei isso útil e resolvi postar aqui… Espero que seja útil para mais alguém…
scriptzinho interessante
Pra quem ainda não conhece, existe um pacote chamado “bsdgames“, que pode ser facilmente instalado via apt em distribuições debian-based, como o Ubuntu. Dentro desse pacote existem diversos joguinhos e brincadeiras. Um dos mais interessantes, na minha opinião, é o wtf. Ele é um script que faz a “expansão de acrônimos”, ou seja, você passa uma sigla como argumento pra ele e ele, se a sigla for conhecida, lhe mostrará o significado da sigla. É meio inútil, mas achei engraçado.
Pra instalar:
apt-get install bsdgames
Pronto! Basta abrir um terminal e digitar:
wtf sigla
E o wtf traduzirá a sigla para você.
Acoxambres no vim
Bom, instalei o vim 7 já faz algum tempo. Quem já usou ele, sabe que ele tem um recurso de completação pressionando a tecla <TAB> (esse recurso funciona com o <TAB> somente se você colocar um mapeamento no seu ~/.vimrc, normalmente esse recurso funciona pressionado ctrl+n), porém esse recurso faz uma varredura apenas no arquivo no qual se está digitando o texto.
Como utilizo o vim para digitar textos, além de códigos-fonte, senti falta de uma completação de palavras que não se restringisse ao arquivo que estou editando.
Na preguiça de procurar uma solução decente, resolvi acoxambrar.
Para poder ter na completação várias palavras que ainda não haviam sido inseridas nesse arquivo, fiz o seguinte:
- Coloquei no arquivo que estava editando a seguinte linha:
#include “arquivo.txt”
Onde arquivo.txt era um arquivo no qual eu havia escrito um longo texto, sobre assunto semelhante ao do texto que eu estava digitando, ou seja, possuíam várias palavras em comum. Quem programa em linguagem C já está acostumado a usar a diretiva #include para incluir arquivos de cabeçalho e sabe que o vim faz a pesquisa de nomes de funções, constantes, entre outros dentro desses arquivos, que estão contidos no #include.
Dessa forma, incluindo um arquivo de texto, estou criando uma espécie de dicionário onde o vim vai procurar as palavras. Após digitar o texto, remove-se a diretiva, pois ela não mais será útil.
Um exemplo:
#include “artigo1.txt”
Escrevendo textos com a completação por tabs.
O arquivo artigo1.txt deverá estar na mesma pasta onde se encontra o arquivo que você está editando.
Postei esse tópico mais como uma curiosidade pois me foi muito útil. É um negócio meio óbvio, mas vale como dica eu acho. Ah, se houver outra forma de inserir um dicionário de palavras, desculpem, mas como disse, eu tava com preguiça de procurar…
Mapeamento da tecla TAB:
function InsertTabWrapper()
let col = col(‘.’) – 1
if !col || getline(‘.’)[col - 1] !~ ‘\k’
return “\<tab>”
else
return “\<c-p>”
endif
endfunction
inoremap <tab> <c-r>=InsertTabWrapper()<cr>
Valeu pela correção, eljunior.
Ubuntu Dapper lançado ontem!!!
Bom, pra quem ainda não sabe, a nova versão oficial da distribuição Ubuntu GNU/Linux foi lançada ontem(1-6-2006)… Pra não perder tempo baixei a imagem do Live CD para instalar… Diferentemente das versões anteriores, nesta existe apenas um CD, que é Live CD e já instala o Sistema em sua máquina. A instalação(pra variar) está mais simples ainda do que a anterior, oferecendo uma interface gráfica para o instalador, que roda dentro do Ambiente GNOME, tornando o processo de instalação mais simples e amigável.
Várias coisas mudaram dentro do sistema básico que ele instala, como por exemplo posso citar:
- Novo tema padrão do GNOME, continua o marronzão, mas pelo menos fizeram algo mais elaborado dessa vez, veja screenshots;
- No cd de instalação vem algumas coisas para exemplificar como é possível ver vídeos, ouvir músicas(não mp3), criar planilhas e coisas do gênero. Tem uma pasta que fica no Desktop com esses arquivos dentro… Tem até um vídeo do Nelson Mandella falando sobre o Ubuntu(eu acho, pois não cheguei a assistir);
- Uma coisa que me agradou foi a nova interface para seleção do Screensaver, muito mais leve do que a anterior(do xscreensaver), a qual sempre considerei meio pesada demais;
- O que mais me impressionou foi a velocidade de carregamento do GNOME, tipo em uns 3 ou 4 segundos ele carregou todo o ambiente… Impressionante!
Bom, recomendo a todos que baixem a nova versão e testem ela… Vale a pena!!!
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